Chelsea lança exposição sobre atletas judeus e o Holocausto

O Chelsea Football Club, em parceria com o Jewish News e o artista britânico-israelense Solomon Souza, lançou a exposição “49 Chamas – Atletas Judeus e o Holocausto”.

A mostra apresenta um mural em memória de jogadores de futebol judeus que morreram durante o Holocausto. A peça final foi apresentada durante um evento em Stamford Bridge para marcar o Holocaust Memorial Day 2020.

A exposição tem como objetivo contar a história do Holocausto através dos olhos de atletas judeus. Entre os 15 atletas apresentados estão Alfred Flatow e Gustav Felix Flatow, medalhistas de ouro judeus alemães nos primeiros Jogos Olímpicos modernos realizados em Atenas em 1896. Os primos, ambos ginastas, morreriam de fome no campo de concentração de Theresienstadt. Também é apresentada a atleta judia alemã de atletismo Lilli Henoch, que estabeleceu quatro recordes mundiais e ganhou 10 campeonatos nacionais alemães.

A exposição inclui depoimentos de personalidades mundiais de destaque contra o antissemitismo, como o presidente Reuven Rivlin, Natan Sharansky, o ministro de Assuntos de Antissemitismo do Reino Unido, Lord John Mann, Lord Ian Austin, Karen Pollock do Holocaust Educational Trust, o presidente da Agência Judaica, Isaac Herzog, o sobrevivente do Holocausto e levantador de peso, Sir Ben Helfgott, Sharon Nazarian da Liga Anti-Difamação (ADL), entre outros.

O clube já trabalhou com Souza para desenvolver uma exposição com atletas judeus mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. A instalação de arte e a exposição virtual fazem parte da campanha ‘Diga Não ao Antissemitismo’ do Chelsea FC e são financiadas pelo proprietário do clube, Roman Abramovich.

O nome “49 Flames” refere-se ao número de medalhistas olímpicos que foram mortos durante o Holocausto.

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