Cineastas brasileiros querem divulgar história da imigração de judeus etíopes para Israel

Cineastas brasileiros querem repercutir no Brasil a epopeia da migração dos judeus etíopes para Israel, por meio de um filme-documentário, cujo projeto aprovado pela Agência Nacional de Cinema está em fase de captação.

O episódio é singular na história, ou seja, o único momento em que africanos foram transportados coletivamente para viver uma situação melhor econômica, cultural e social em razão de uma solidariedade étnica e religiosa.

Os judeus etíopes foram transportados da África para Israel, mais densamente, nas operações Moisés (1984 e 1985) e Salomão, em 1991. Por meio dessas operações chegaram a Israel aproximadamente 25 mil pessoas. Atualmente, a comunidade judaica etíope reúne 135 mil cidadãos no país.

O futuro documentário Beta Israel terá no roteiro informações sobre a lendária Rainha de Sabá e o encontro dela com o Rei Salomão. Os judeus etíopes se consideram descendentes dos dois soberanos. A ficha técnica do projeto conta com nomes de grande experiência na área cinematográfica, cultura judaica e igualdade racial.

De acordo com o jornalista Sionei Ricardo Leão, a história dos Beta Israel se reveste de vários significados. “A meu ver, esse feito deve ser conhecido para demonstrar o quanto a solidariedade pode fazer pela paz e pela emancipação das pessoas, além disso, esse relato envolve raízes bíblicas o que tem na mesma medida um potencial enorme, pois o Brasil é um país de grande influência da cultura judaica”.

De acordo com os produtores, o filme tem vocação de mobilizar as comunidades afrodescendentes e judaicas no Brasil e em Israel. Acreditamos que outras sociedades como a norte-americana, que tem grande presença de judeus, assim como países europeus, possam ter interesse em veicular o documentário.

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