Europa perdeu 59% de sua população judaica entre 1970 e 2020

Relatório “Judeus na Europa na Virada do Milênio”, redigido por Sergio Della Pergola e Daniel Staetsky, especialistas em demografia, para o Institute for Jewish Policy Research, destaca:

Em 1880, em seu auge, os judeus europeus, localizados predominantemente na parte oriental do continente, representavam 88% dos judeus do mundo. Mesmo após a grande onda de emigração para as Américas, os judeus na Europa ainda eram a maioria no início do século 20: em 1939, pouco antes do Holocausto, cerca de 58% dos judeus do mundo viviam na Europa (predominantemente na Europa Oriental) Os judeus europeus hoje respondem por pouco menos de 10% do total mundial, ou, como observa o relatório, “quase o mesmo que era na época do primeiro relato da população judaica global conduzido por Benjamin de Tudela, um viajante medieval judeu, em 1170”.

A Europa perdeu 59% de sua população judaica entre 1970 e 2020. Isso refletiu um declínio moderado de 9% na Europa Ocidental, mas uma queda dramática de 85% na Europa Oriental. Essa queda acentuada foi principalmente resultado da queda da Cortina de Ferro, que provocou uma onda massiva de emigração dos países do antigo bloco soviético. Na Europa Ocidental, o declínio mais significativo, estimado em 25%, foi na população judaica do Reino Unido. Ao longo desse período de 50 anos, a França substituiu a Rússia como o país europeu com a maior população judaica.

A França tem a maior população judaica da Europa (448.000), seguida pelo Reino Unido (292.000), Rússia (155.000), Alemanha (118.000), Hungria (47.200), Ucrânia (45.000), Holanda (29.800), Bélgica ( 29.000), Itália (27.300), Suíça (18.500), Suécia (15.000), Turquia (14.600) e Bielo-Rússia (12.900). Cada um dos outros países e territórios na Europa têm populações judaicas de menos de 10.000.

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