Museu Judaico de São Paulo será aberto em dezembro

A instituição será aberta ao público no dia 05 de dezembro. Cada um dos cinco andares tem um tema diferente.

“A primeira coisa que você vê, logo ao entrar no saguão, é uma peça que explora o que significa ser judeu”, explica Sergio Simon, presidente do museu.

No segundo andar, os visitantes chegam a uma exposição sobre a história do Templo Beth-El, que inclui fotos históricas de sua construção e inauguração no início dos anos 1930. Na cúpula que se eleva sobre a sinagoga, uma apresentação de slides retrata a história da comunidade judaica brasileira, por meio de fotos de imigrantes projetadas no teto.

As paredes da sinagoga transformada em museu estão cobertas com explicações sobre feriados judaicos e eventos do ciclo de vida, e sobre o que costumava servir como altar da sinagoga, os organizadores colocaram rolos da Torá e livros sagrados, alguns datando dos séculos 16 e 17. Haverá também “uma Torá virtual que as pessoas podem usar no altar e ela explicará como ler a Torá e instruções sobre como usar o yad”, ou ponteiro de leitura da Torá.

Esse nível também cobre questões judaicas dos dias modernos, como conversão, casamento inter-religioso, o papel da sexualidade e identidade de gênero no judaísmo e Bnei Anusim, um movimento de brasileiros nativos que acreditam ser descendentes de judeus europeus.

A ênfase é dada na educação de brasileiros não judeus.

As duas primeiras exposições temporárias do museu serão sobre a inquisição portuguesa no Brasil, encerrada há apenas 200 anos. Entre 1560 e 1821, muitos criptojudeus foram presos e enviados de volta a Portugal para serem mortos.

Também estão expostas as primeiras instituições comunitárias judaicas do Brasil, que datam de 1910, quando levas de imigrantes judeus, principalmente da Rússia e da Ucrânia, começaram a chegar ao Brasil, criando cemitérios judeus, hospitais, escolas e cooperativas de crédito. No início, as instituições judaicas localizavam-se no bairro do Bom Retiro, a 20 minutos de metrô do museu.

O museu também aborda o Brasil durante e após o Holocausto.

Os dois níveis finais são dedicados ao estado moderno de Israel e ao amor judaico pela palavra escrita, incluindo a língua hebraica.

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