Organização israelense auxilia países pobres no combate à Covid-19

A IsraAID, uma organização sem fins lucrativos com sede em Tel Aviv, lançou a primeira de várias missões para ajudar países pobres a montar seu programa de vacinação contra a Covid-19, com base na bem-sucedida campanha de Israel.

Uma equipe de sete membros do IsraAID desembarcou no pequeno estado africano de Eswatini para uma visita de duas semanas. A delegação foi convidada pelo governo do país, antes conhecido como Suazilândia, que tem vacinas em preparação e queria ajuda com logística e campanha de educação pública antes da implantação.

“A história de sucesso da campanha de vacinação de Israel já chegou aqui, e as pessoas realmente acolhem e apreciam nosso esforço”, disse Molly Bernstein, membro da equipe, expressando confiança de que a IsraAID reproduzirá sua missão em outros países.

“Estamos vendo exatamente como é o sistema de saúde local, para que possamos alavancar suas capacidades para garantir a melhor distribuição de vacinas possível”, disse Bernstein.

Ela acrescentou que sua equipe também está fornecendo orientações sobre outros aspectos da estratégia contra a Covid-19, além das vacinas.

Eswatini, que faz fronteira com a África do Sul e Moçambique e tem uma população de pouco mais de um milhão, sofre das maiores taxas de mortalidade por Covid-19 na África e da maior prevalência de HIV no mundo. Quase 40% da população vive com menos de US$ 1,90 por dia.

A missão é financiada pelo bilionário judeu Nathan Kirsh, que vive na África do Sul, e é cidadão de Eswatini.

O porta-voz do IsraAID, Ethan Schwartz, disse que a medida representa “um primeiro passo na iniciativa global da IsraAID contra a pandemia”. “A ideia é que isso sirva como um projeto piloto para que nos próximos meses possamos ajudar outros países na implementação da vacinação, usando o conhecimento que obtivemos com a campanha em Israel”.

O CEO da organização sem fins lucrativos, Yotam Polizer, afirmou que seu trabalho com vacinas representa um esforço para tornar a imunização mais justa internacionalmente. “As vacinas são cruciais para os esforços globais para acabar com a pandemia, mas muitos países ainda estão lutando para ter acesso às vacinas de que precisam para proteger suas populações”, disse ele.

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