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A conexão judaica com a Catedral de Notre Dame

Catedral de Notre Dame



A Catedral de Notre Dame também está ligada à história judaica. Como em outros lugares da Europa, na França os judeus sofreram repetidas perseguições durante toda a Idade Média. Ao mesmo tempo em que o povo judeu era reverenciado como progenitor da fé cristã, era também ultrajado como traidor de Jesus. E esculturas nas paredes da Notre Dame descrevem essas atitudes conflitantes em relação à população judaica nos séculos passados.

A parte mais famosa da catedral é a Fachada Oeste, com seus dois grandes campanários. Logo abaixo estão três grandes portais, cada um adornado com figuras esculpidas da tradição cristã. Os judeus são retratados nas esculturas usando chapéus pontiagudos, já que este era um estilo de vestimenta obrigatório para os judeus no século XIII, na época em que a obra de arte foi criada – como uma forma de distingui-los da população cristã.

Acima dos portais está a Galeria dos Reis, com suas 28 esculturas de antigos governantes da Judeia que se acredita terem sido ancestrais de Maria, mãe de Jesus. Os reis em exposição não são, na verdade, os originais – estes foram demolidos e decapitados durante a Revolução Francesa, por terem sido erroneamente vistos como símbolos da realeza francesa. A galeria foi reconstruída no século XIX.

A infame Disputa de Paris, também conhecida como a Prova do Talmud, ocorreu em 1240, depois que a Igreja acusou que o texto judaico incluía numerosas blasfêmias contra Jesus e o cristianismo. O Papa Gregório IX ordenou que todas as cópias do Talmud fossem confiscadas e queimadas. Em Paris, o rei Luís IX realizou um julgamento do texto em que vários rabinos tentaram defendê-lo. Eles não tiveram sucesso e, consequentemente, milhares de manuscritos, foram coletados e destruídos em uma grande fogueira em praça em frente à catedral de Notre Dame.

Como em muitas catedrais, a Notre Dame exibe imagens de Igreja e Sinagoga, retratadas através de figuras femininas. Enquanto a sinagoga é comumente descrita como simples, oprimida e derrotada – para representar a irrelevância do judaísmo – a Igreja é retratada como majestosa, confiante, muitas vezes representada com uma coroa, um cálice e outros símbolos cristãos.

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