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Aracy Guimarães, que arriscou a vida para salvar judeus, é homenageada com selo pelos Correios

Aracy Guimarães, que arriscou a vida para salvar judeus, é homenageada com selo pelos Correios

O selo em homenagem a Aracy Guimarães Rosa foi lançado em evento realizado no Museu da Imigração Judaica, em São Paulo. Os Correios colocam em circulação a emissão “Mulheres Brasileiras que fizeram História: Aracy de Carvalho Guimarães Rosa”, última da série reconhecendo personalidades femininas do país que tiveram destaque, em âmbito nacional e internacional.

Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é considerada heroína por ter arriscado a própria vida para salvar judeus na Segunda Guerra Mundial. A diretora da Conib, Ruth Goldberg, representou a instituição no lançamento. “Aracy era uma mulher corajosa. Desafiou ordens e regras para fazer o bem: salvar judeus do nazismo. A homenagem faz justiça à sua memória”.

A imagem escolhida é uma foto de Aracy tirada entre 1939 e 1945. O selo traz também o símbolo da mulher, que consta em todos as artes dessa série. A emissão tem tiragem de 54 mil selos, que estarão disponíveis nas principais agências de todo o país e também na loja virtual dos Correios.

A história do “Anjo de Hamburgo”, como Aracy ficou conhecida pela luta em defesa da vida, é um exemplo de coragem. A paranaense era filha de pai brasileiro e mãe alemã. Mudou-se para Alemanha em 1934 com o filho de apenas cinco anos de idade, de seu primeiro casamento, após o divórcio. Encontrou um país com um cenário político, sociocultural e econômico afetado pela intolerância e pelo ódio que oprimia os judeus. Falava inglês, francês e alemão e, em 1936, encontrou trabalho no Itamaraty, assumindo a chefia da Seção de Passaportes do consulado brasileiro em Hamburgo. Em sua jornada no consulado, mesmo sabendo das restrições legais para a entrada de judeus no Brasil, Aracy continuou emitindo os vistos, possibilitando a entrada dos judeus no Brasil.

Aracy foi reconhecida em vida pelo Yad Vashem, em Jerusalém. Seu nome foi incluído, em 1982, no Jardim dos Justos entre as Nações. O termo “justo” é utilizado pelo Estado de Israel para descrever os não judeus que arriscaram suas vidas, durante a Segunda Guerra Mundial, para salvar judeus do extermínio.

Aracy morreu em 28 de fevereiro de 2011, aos 102 anos, e foi sepultada no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, ao lado de seu marido, o escritor João Guimarães Rosa, no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.

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