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França: número de ataques antissemitas cresce 74% em um ano

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Maior comunidade judaica fora dos EUA e Israel, a França registrou um aumento de 74% no número ataques antissemitas em um ano. De acordo com informações do governo, os casos pularam de 311, em 2017, para 541, em 2018. O país abriga cerca de 500 mil judeus.

Pelo menos 11 pessoas morreram em 2018 por serem judias. Uma delas era Mireille Knoll, uma idosa de 85 anos sobrevivente do Holocausto, que foi brutalmente assassinada no apartamento em que morava, em Paris. Entre os ataques mais recentes, um cemitério judeu foi vandalizado e suásticas foram pichadas nas lápides, além de uma padaria francesa amanhecer com a palavra “juden”, termo alemão para “judeu”, pintada na fachada, como era feito no governo de Hitler.

A quantidade de comentários xenofóbicos e ofensivos encontrados nas redes sociais preocupou as autoridades francesas, que precisaram pressionar os aplicativos a excluir comentários de ódio. O Twitter e o Facebook já afirmaram que vão limitar o acesso e propagação de conteúdos extremistas e antissemitas. Uma fase dessa operação funciona automaticamente pelos filtros, que impedem que o conteúdo seja lançado, mas alguns comentários precisam ser excluídos manualmente.

O Youtube também tomou medidas recentemente contra conteúdos de extrema direita e que propaguem discursos de ódio. Exclusão de canais, desmonetização de vídeos e limitação ao acesso de novos usuários são medidas que mostram que, de alguma forma, as empresas estão se posicionando contra discursos violentos e ofensivos.

Foto da falecida política francesa Simone Veil,
sobrevivente do Holocausto, coberta por uma suástica em Paris.

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