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Sobreviventes pedem que Facebook remova postagens de negação do Holocausto

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Sobreviventes do Holocausto de vários países lançaram a campanha “Postagens de negação do Holocausto no Facebook são um discurso de ódio e devem ser removidas!”.A iniciativa foi organizada pela Claims Conference, que busca compensação financeira e serviços sociais para sobreviventes do Holocausto em todo o mundo.

Mensagens gravadas de sobreviventes do Holocausto serão postadas no Facebook, Instagram e em outras mídias sociais.”Eles estão nos chamando de mentirosos”, disse um sobrevivente em uma mensagem gravada. “Nós não somos mentirosos. Nós somos testemunhas”.

Embora tenha havido muitos apelos e esforços para tentar remover o discurso de ódio do Facebook, a negação do Holocausto não foi removida, pois Mark Zuckerberg se recusa a classificá-la como discurso de ódio. A Claims argumentou que a negação do Holocausto é intencional e, portanto, uma violação dos próprios padrões da comunidade do Facebook.

Entre os solicitantes estão o caçador nazista Serge Klarsfeld; a meia-irmã de Anne Frank, Eve Schloss; a sobrevivente da Kristallnacht Charlotte Knobloch; o sobrevivente de Auschwitz Roman Kent, e o diretor do Gathering American of Jewish Survivors.

“A maior parte da minha família foi assassinada, assim como muitos dos meus amigos”, disse Kent em sua mensagem gravada para Zuckerberg. “Você deve saber que a negação do Holocausto não é nada menos que um discurso de ódio. Não há como negar”.

Schloss, que vive no Reino Unido, disse em sua mensagem: “Nasci em Viena e tive que fugir dos nazistas. Acabei na Holanda, onde fui presa com toda a minha família e enviada para o campo de extermínio de Auschwitz. Lá, apenas minha mãe e eu sobrevivemos. Eu perdi toda a minha família. Muitos, muitos membros da família. Não há como negar! Remova a negação do Holocausto do Facebook”.

Gideon Taylor, presidente da Calims escreveu um artigo em sua página no Facebook em que pede a Zuckerberg que se reúna com os sobreviventes do Holocausto para ouvir diretamente deles o quão doloroso é para eles que uma das principais empresas do mundo hospede negadores do Holocausto.

Em 2018, os sobreviventes do Holocausto postaram uma carta aberta a Zuckerberg explicando a profunda dor que a negação do Holocausto traz àqueles que sofreram a pior dor da humanidade durante o Holocausto e sobreviveram. Como resultado do vídeo publicado na página do Facebook da Claims, foi realizada uma reunião na sede do Facebook.

“Infelizmente, nenhuma ação foi tomada e os negadores do Holocausto continuam desfrutando de plataformas ininterruptas, espalhando sua retórica odiosa”, lamentou Taylor. “A negação do Holocausto não é ignorância ou falta de educação – é um ato de ódio intencional e lamentável. A tentativa de extermínio de judeus da Europa é uma das atrocidades históricas mais pesquisadas e bem documentadas da nossa história humana coletiva, apoiada com testemunhos de judeus, historiadores e dos próprios nazistas. A negação do Holocausto é antissemita e serve apenas para gerar mais ódio. Mais importante ainda, o antissemitismo é um discurso de ódio, destinado a incitar a violência e infligir sofrimento emocional e, portanto, é uma violação dos princípios do Facebook e dos próprios padrões da comunidade e de políticas de incitação ao ódio mal aplicadas”.

Um porta-voz do Facebook em Israel respondeu que a empresa leva a luta contra o antissemitismo muito a sério e está ao lado dos sobreviventes do Holocausto. Ele disse que a empresa remove qualquer comentário que celebre, defenda ou tente justificar o Holocausto, e o mesmo vale para qualquer conteúdo que zombe das vítimas do Holocausto, acuse vítimas de mentir sobre as atrocidades ou defenda a violência contra o povo judeu em qualquer lugar.

“Embora tenhamos objeções a muitas ideias expressas no Facebook, incluindo aquelas que negam fatos sobre o Holocausto, não removemos o conteúdo do Facebook simplesmente por ser falso”, disse. “Reconhecemos que isso significa que, às vezes, as pessoas têm permissão para postar material contrário às evidências históricas e factuais. No entanto, acreditamos que o Facebook fornece uma plataforma que permite à comunidade enfrentar e combater falsidades que servem para combater mentiras, ignorâncias e enganos. A lembrança e a educação do Holocausto são importantes e é por isso que trabalhamos com muitas organizações, muitas sem fins lucrativos, para ajudá-las a enfrentar e combater essas falsidades”.


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